terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Sobre Movimentos e Estudantes
É uma pena que
estejamos assistindo em nossos dias a falência do Movimento Estudantil,
historicamente tão presente, politizado e atuante nas lutas pela conquista da
Democracia desse País. Hoje o Movimento Estudantil se mostra esquálido e
desprovido de sua força propulsora, ou seja, o engajamento da GRANDE MASSA
estudantil nos movimentos e lutas organizadas. Ou será que se nessas últimas
manifestações acontecidas em Vitória, uma grande massa de estudantes fossem as
ruas (e não um ínfimo número) organizadamente, com pauta de reivindicações,
etc, será que não seriam ouvidos, recebidos pelos governantes e até mesmo
conseguiriam ser atendidos em parte ou na totalidade de suas reivindicações?!
É bom que se tenha claro que, onde há movimentos sociais, especialmente com protestos públicos, lá estarão os representantes de partidos políticos tentando tirar proveitos eleitoreiros da situação. É assim hoje e foi assim sempre; ou seja, não é a rapinagem partidária a grande questão nessa situação específica.
A grande
questão é que o Movimento Estudantil, hoje, praticamente inexiste; isso porque
a mentalidade dos estudantes universitários está voltada para o empreendedorismo (praga
capitalista), onde o individualismo
e a competitividade imperam e a dimensão do comunitário, do coletivo, que
sempre permeou esses movimentos, perdeu espaço e valor diante do individualismo
que é marca desses nossos tempos. Na mentalidade de hoje a "culpa"
não é mais do "governo", um ser abstrato que precisa ser vencido e
dominado (dimenção utópica, porém que possui grande força no movimento reivindicatórios
das grandes massas populacionais), a culpa é do indivíduo que não tem
"competência" para alcançar um lugar ao sol no almejado mercado de
trabalho - que abriga a todos que tenham um arrojado espírito empreendedor. Hoje os
estudantes não se sentem mais navegando num mesmo barco, mas cada um navega em seu próprio
barquinho individual! Sinal de que a ideologia neoliberal teve, e continua a ter, êxito na formação da subjetividade,
fazendo da comunidade dos estudantes universitários mais um rebanho "de leite e
corte"...exército de reserva...massa de manobra...alvo
certeiro para que os governantes consigam desautorizá-los diante da opinião
pública e desmoralizá-los taxando-os como "um pequeno grupo de
baderneiros". Ou seja, a mobilização da grande massa populacional é
fundamental; e a história nos mostra que às vezes é necessário o surgimento de
um mártir para que ela aconteça o movimento cresça e se firme como vitorioso!
Izabel Lisboa
asas à imaginação
vaguei-as
ali
no campo das palavras e da imaginação
e ali encontras o infinito
[tão finito...]
a imaginação apenas te leva aos confins
d'uma metafísica tão rala
d'uma imanência tão gasta
falida a priori
[mais ainda a posteriori]
imaginas tantos mundos
tantos sois e tantas luas
novos céus e novas terras
mares d'antes nunca navegados...
só... imaginas
quando despertas do sonho
[dogmático...]
queres mais... na veia...
os alucinógenos...
as palavras
os arroubos e ilusões alheias
as teias poéticas...
[made of imagination]
e NADA mais...
no campo das palavras e da imaginação
e ali encontras o infinito
[tão finito...]
a imaginação apenas te leva aos confins
d'uma metafísica tão rala
d'uma imanência tão gasta
falida a priori
[mais ainda a posteriori]
imaginas tantos mundos
tantos sois e tantas luas
novos céus e novas terras
mares d'antes nunca navegados...
só... imaginas
quando despertas do sonho
[dogmático...]
queres mais... na veia...
os alucinógenos...
as palavras
os arroubos e ilusões alheias
as teias poéticas...
[made of imagination]
e NADA mais...
Izabel
Lisboa
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
o comedor de palavras e a borboleta
[se
falassem]
do que falariam as borboletas
do que falariam as borboletas
de
uma fome que não se mata
de uma sede que não se aplaca
de uma dor que não se estanca
de uma sede que não se aplaca
de uma dor que não se estanca
por
isso voam as borboletas
em ziguezague em vai e vem
desordenadamente
desobrigadamente
esfomeadamente
sem metas e sem retas
em ziguezague em vai e vem
desordenadamente
desobrigadamente
esfomeadamente
sem metas e sem retas
*deparou-se
um dia a borboleta
com um comedor de palavras
- sacio minha fome comendo
palavras
[disse ele]
- a fome que tenho não se acaba
a sede que sinto não se aplaca
minha dor não se estanca
[disse ela]
com um comedor de palavras
- sacio minha fome comendo
palavras
[disse ele]
- a fome que tenho não se acaba
a sede que sinto não se aplaca
minha dor não se estanca
[disse ela]
e
era um mar tão vasto entre eles...
[um mar de palavras]
[um mar de palavras]
Izabel
Lisboa
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
abastados em fome
alastra-se
a penúria numa terra que incita ao gozo
diante da mesa posta
da fartura exposta...
a fome
a sede
o interdito...
diante da mesa posta
da fartura exposta...
a fome
a sede
o interdito...
Izabel
Lisboa
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
deslocamentos
zenós frudakis
em quais recôncavos dormem as almas livres
[... da culpa dos pecados mortais?]
onde perecem aqueles pensamentos esfomeados
que cultivam imagens seminuas com a benção dos deuses pagãos?
ali onde o consenso míngua até a morte
onde desmoronam-se alicerces de velhos mundos
e seus frigidos desejos concretados e mesquinhos
incrustados na miséria e na fome
_ fome de querer mais
[muito mais]
que um punhado de leis e de nãos
[que os infelizes impõem a si mesmos]
_ que mal há no desvio das rotas
para um astronauta prenhe de novos mundos...?
[ _ um prisioneiro do tempo há de
se extasiar com a mutabilidade do voo das borboletas...]
e há...
[... da culpa dos pecados mortais?]
onde perecem aqueles pensamentos esfomeados
que cultivam imagens seminuas com a benção dos deuses pagãos?
ali onde o consenso míngua até a morte
onde desmoronam-se alicerces de velhos mundos
e seus frigidos desejos concretados e mesquinhos
incrustados na miséria e na fome
_ fome de querer mais
[muito mais]
que um punhado de leis e de nãos
[que os infelizes impõem a si mesmos]
_ que mal há no desvio das rotas
para um astronauta prenhe de novos mundos...?
[ _ um prisioneiro do tempo há de
se extasiar com a mutabilidade do voo das borboletas...]
e há...
Izabel Lisboa
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
da inércia
despiu-se
mas foi do gelo
daquele vazio vintém
arrombador tenaz
de suas frestas
farejador sabujo de
suas possíveis rotas
invasor
em cada uma de suas festas
[ontem]
esse maldito investidor
esvaziou seus potes
avidamente secou seu leite
[que um dia foi farto]
deixou nódoa indelével
na brancura de seu lençol
e...quem diria...
provocou curto-circuito
naquele seu cáustico
[e íntimo]
sol nascente...
[hoje]
um burburinho moveu-a
[necessidades
e urgências]
de [re]amar e
remar a vida
reatar a lida
em direção
outra...
que não a mesma
...que não a morte
mas foi do gelo
daquele vazio vintém
arrombador tenaz
de suas frestas
farejador sabujo de
suas possíveis rotas
invasor
em cada uma de suas festas
[ontem]
esse maldito investidor
esvaziou seus potes
avidamente secou seu leite
[que um dia foi farto]
deixou nódoa indelével
na brancura de seu lençol
e...quem diria...
provocou curto-circuito
naquele seu cáustico
[e íntimo]
sol nascente...
[hoje]
um burburinho moveu-a
[necessidades
e urgências]
de [re]amar e
remar a vida
reatar a lida
em direção
outra...
que não a mesma
...que não a morte
Izabel
Lisboa
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
sem atalhos
calejada avidez da busca
a mão...sedenta mão...
impura
de fome atordoada
daquela pureza nunca suficiente
para almejar alturas
e
apalpar avidamente
as asas d'um anjo distraído...
Izabel Lisboa
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Se o imperativo categórico kantiano não fosse uma utopia (e as leis fossem realmente e justamente aplicadas) não chegariam até nós notícias como essa que repasso abaixo.
Em um momento em que o Brasil acompanha a polemica tramitação do Projeto de Lei para aprovação do Novo Código Florestal, notícias como essa tornam urgente não só a renovação ou a modernização das Lei, mas, medidas governamentais mais severas para se fazer cumprir Leis que já existem e não são acatadas, como é o caso do Código Florestal vigente, que nunca foi respeitado pelos grandes proprietários rurais. Pelo conteúdo da notícia abaixo percebe-se o quão difícil é coibir ações criminosas motivadas pela ganância dos abastados, e a ausência total de consciência crítica em relação a preservação do meio ambiente.
_______________________________
Denunciamos o assassinato covarde de mais um defensor da natureza na Amazônia.
Sábado foi assassinado o líder comunitário João Chupel Primo em Miritutuba, município de Itaituba, PA. Conheci o João foi em sua comunidade que realizei as primeiras crismas como bispo de Itaituba.
Eu o tinha encarregado de fundar uma nova comunidade. Justamente no dia da crisma em junho deste ano, ele deixou de ser o coordenador da Comunidade Nossa Senhora de Nazaré de Miritituba para poder se dedicar à fundação da nova comunidade.
Ele vinha fazendo denúncias sobre grilos de terras e extração ilegal de madeira (veja a nota). Por isso foi assassinado brutalmente com um tiro na testa sábado passado.
Quando os defensores da natureza e da legalidade vão deixar de serem mortos? Quando o Governo Federal colocará pra valer a Polícia Federal para agir no Pará?
Fraternalmente
Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm.
Bispo da Prelazia de Itaituba, Pará - Brasil
_________________________________________
_________________________________________
Coordenador da Comunidade de Miritituba/ Itaituba - PA é assassinado
Sábado, dia 22 por volta das 14 horas, foi assassinado com um tiro na cabeça João Chupel Primo, com 55 anos. Ele trabalhava numa oficina mecânica onde o crime ocorreu, ao lado de seu escritório.
João denunciava a grilagem de terras e extração ilegal de madeira, feitas por um consorcio criminoso. Ele tem vários Boletins de ocorrências de ameaças de morte na Policia local. E fez várias denuncias ao ICMBIO e a Policia Federal, que iniciaram uma operação na região.
A madeira é retirada da Flona Trairão, e da Reserva do Riozinho do Anfrizio. Onde as portas de entrada para essa região, que faz parte do mosaico da Terra do Meio, se dá pela BR 163 Vicinal do Brabo cortada até o Areia; entrando pelo Areia (Trairão) cortada até Uruará. Pela BR 230: vicinal do Km 80. Vicinal do km 95. Vicinal do 115. A operação do ICMBIO, que recebeu apoio da Policia Federal, Guarda Nacional e Exercito não teve muito êxito, pois toda noite ainda saem 15 a 20 caminhões de madeira.
Dizem que não foi dado continuidade na operação por medida de segurança. Um soldado do Exército trocou tiro com pessoas que cuidavam da picada quilômetros adentro da mata e ficou perdido 5 dias no mato. O Exercito retirou o apoio. A Policia Militar também não quis dar apoio.
A responsabilidade de mais uma vida ceifada na Amazonia, recai sobre o atual governo, o IBAMA/ICMBIO, Policia Federal, que não deram continuidade a operação iniciada para coibir essa prática de morte, tanto da vida da Floresta como de pessoas humanas.
Desde 2005 até os dias atuais, já foram assassinadas mais de 20 pessoas nessa região.
Quantas vidas humanas e lideranças ainda tombarão???
Itaituba, 24 de Outubro de 2011.
CPT – BR163
Prelazia de Itaitubaquarta-feira, 12 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Para que SERVE a filosofia?
"[...] para o que serve poder perguntar pela utilidade, ou seja, para que serve ir ao cinema? É muito diferente da pergunta: para que serve ir ao banco? Vamos ao banco para pagar uma conta. Se não tivéssemos uma conta para pagar, não iríamos ao banco. Ou seja, vamos porque existe uma utilidade. Agora, não vamos ao cinema por uma utilidade concreta. Vamos porque isso nos dá um sentido, porque nossa vida se torna diferente, porque nos faz perceber coisas distintas. A filosofia é mais próxima do cinema do que do banco. Nós a fazemos não porque tenhamos um produto concreto e satisfeito, e ficamos tranquilos. É ao contrário. Assim, como quando vamos ao cinema, ficamos pensando no filme depois, e isso tem efeitos que não podemos notar tão claramente. O que fazemos em filosofia é a mesma coisa. Às vezes uma pergunta, um questionamento, uma maneira diferente de pensar têm um efeito em nossa vida, têm um sentido para nossa vida que não percebemos imediatamente."
Walter Kohan
http://tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=125
terça-feira, 27 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
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