Ótimo esse Café Filosófico!!!
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Agir contra o destino - Antonio Medina Rodrigues:
***
É possível lutar contra o nosso destino? Exercemos alguma influência sobre o acaso? Tais questionamentos compõem o discurso de Antonio Medina Rodrigues, que contrapõe o conceito de "fatalidade" ao "conjunto universal de transformações". Este último seria formado pelos seguintes elementos: acaso, surpresa, imprevisão e práxis humana. Para o especialista em tragédia grega, seria um equívoco pensar que o homem nada pode fazer contra o desígnio divino. "Este foi o primeiro grito de liberdade do ocidente: a libertação pelo êxtase. Viver sem levar em conta as determinações divinas". Antonio Medina Rodrigues: professor de Língua e Literatura Grega da USP, tradutor, ensaísta e poeta. Autor de As Utopias Gregas, Idéias e Canto do Destino e Outros Cantos é também o responsável pela edição da tradução de Odisséia, de Homero, realizada por Manuel Odorico Mendes. O programa Café Filosófico é uma produção da TV Cultura em parceria com a CPFL Energia.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
engano
cai a noite
sempre cai...
está frio
muito frio...
três da madrugada
a solidão está sentada ao pé da cama
e nem sinal do sol
vou levando
em banho-maria
eu aguento...
está tudo bem
isso é tudo
estou esperando
desesperando
aguentando
quem sabe...
- toca o telefone
é você
dizendo que foi um engano...
Izabel Lisboa
sempre cai...
está frio
muito frio...
três da madrugada
a solidão está sentada ao pé da cama
e nem sinal do sol
vou levando
em banho-maria
eu aguento...
está tudo bem
isso é tudo
estou esperando
desesperando
aguentando
quem sabe...
- toca o telefone
é você
dizendo que foi um engano...
Izabel Lisboa
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
menino... sempre menino
doce suave e sensível
assim és menino
embora homem feito
sempre serás menino
dedilhando canções do Vandré ou do Milton
declamando Veríssimo ou Vinícius
coração sempre a saltar-lhe da boca
fruto de suas preciosas raízes
seu sorriso revela-nos sua alma
como um estandarte de resistência
indigna-se diante os absurdos na vida dos homens
das desigualdades que abrem feridas no coração da história
o mundo não entende sua alma
o mundo não estende a alma grande dos homens meninos...
nunca entenderá...
Izabel Lisboa
assim és menino
embora homem feito
sempre serás menino
dedilhando canções do Vandré ou do Milton
declamando Veríssimo ou Vinícius
coração sempre a saltar-lhe da boca
fruto de suas preciosas raízes
seu sorriso revela-nos sua alma
como um estandarte de resistência
indigna-se diante os absurdos na vida dos homens
das desigualdades que abrem feridas no coração da história
o mundo não entende sua alma
o mundo não estende a alma grande dos homens meninos...
nunca entenderá...
Izabel Lisboa
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
resgate
aquele que sussurrou poesias
e despertou em mim fantasias
lançou-me à deriva
em um profundo mar
de enseadas nem sempre calmas
de turbulência e agitação
próprias de mares revoltos
castigados por grandes ondas
por nevoeiros e enormes rochedos
era esse o mar...
era esse o mar em que me fez navegar
e eu me fiz valente
juntei forças não sei de onde
[talvez estivessem sempre lá...]
desbravei esse oceano bravio
lugar do inconsciente
lúgubre e sombrio
habitação de seres e deuses
de criaturas bizarras e terríveis
lá não avistava terra alguma
só ilhas movediças
traiçoeiras
convidavam-me à morte
escapei por sorte
sobrevivi
em fabuloso resgate
[não em taboas de salvação
que isso não havia ali]
alcei vôo
nas asas companheiras da solidão
voltei ao abrigo seguro
do meu sereno coração...
Izabel Lisboa
Izabel Lisboa
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
mil anos de um dia qualquer
- pueril
o dia de ontem
- amanhã
teremos sol
- hoje
lentas e mornas
nuvens esparsas
passam
- a estimativa de vida
almentou
- a eternidade
caduca
sem pressa
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz 2011
khronos urge...
eu sei... mas
com muita disposição
as almas se insurgem
as expectativas ressurgem
e evitaremos a ferrugem!!!
Felicíssimo Ano de 2011
para todos os queridos amigos e visitantes!!!
Izabel
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
justa justiça
tomou-me
[o fora da lei]
enredou-me
enlaçou
abraçou-me
e tocou
desmanchou-me
avolumou-se
engoliu-me
[era justo]
previsões de chuvas e trovoadas
[trovejou choveu faltou luz]
incandesceu-se em mim
ao meio dia
daquelas minhas noites...
Izabel Lisboa
[o fora da lei]
enredou-me
enlaçou
abraçou-me
e tocou
desmanchou-me
avolumou-se
engoliu-me
[era justo]
previsões de chuvas e trovoadas
[trovejou choveu faltou luz]
incandesceu-se em mim
ao meio dia
daquelas minhas noites...
Izabel Lisboa
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
fez-se águia
levava no alforge
ampulheta e bússola
queria sob controle o tempo
e certos os rumos traçados
tudo muito bem planejado
calculado medido e pensado
***
mas aquele olhar
aquela fogueira
aquela emoção
não contava com ela
mas pintou...
e se apaixonou pela vida
***
por ela
e por si mesmo
desafiou o tempo
perdeu o rumo
esqueceu a lamúria
o azedume e a amargura
***
não se contentava mais
em somente fazer poesias
fez da vida uma Poesia
não aguardou mais
passivamente
que aves de rapina o elevassem
***
fez-se águia...
ampulheta e bússola
queria sob controle o tempo
e certos os rumos traçados
tudo muito bem planejado
calculado medido e pensado
***
mas aquele olhar
aquela fogueira
aquela emoção
não contava com ela
mas pintou...
e se apaixonou pela vida
***
por ela
e por si mesmo
desafiou o tempo
perdeu o rumo
esqueceu a lamúria
o azedume e a amargura
***
não se contentava mais
em somente fazer poesias
fez da vida uma Poesia
não aguardou mais
passivamente
que aves de rapina o elevassem
***
fez-se águia...
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