talvez a última
quem sabe a penúltima
quantas
muitas
todas sofridas
não merecidas
assim são as lágrimas
as minhas
brotando de um viés sem saída
de uma ótica descabida
impossível de ser diluída
como tristeza incontida
que você nem sentiu
nem viu
por outras vias partiu
foi garimpar teu ouro
acumular teu tesouro
ser feliz ao longe...
- que seja então
Izabel Lisboa
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
apocalíptica
suplicavam por repouso
por uma tábua de salvação que fosse
e não encontravam refúgio
restaram somente escombros
pisaram os lírios do campo
com que prazer foram pisoteados
obra de gente infeliz
cavaleiros sem cabeça e sem coração
aquela gralha maldita
ave de rapina e malfazeja
a percorrer as noites de nossos dias
a espalhar agouros persuadindo os homens
ladra funesta
abre suas asas e furta-nos a paz e a luz
atravessando em vôo rasante o breu dos tempos
deixando atrás de si carcaças e carniças
por inveja matar as almas
e com elas a esperança
eis aí tua vingança
e para isso fez alianças
enfeitiçou príncipes
usurpou seus reinos e seus corações
fez deles súditos fiéis e rancorosos
anunciadores de suas parábolas e encantamentos
e assim sua língua correu o mundo
fez discípulos nos quatro cantos da terra
elevou suas torres frondosas nos continentes
erguidas com sangue e suor dos povos
e tu alardeias que não queres vingança
almejas para ti o perdão
e para o mundo tuas lambanças
por fim tu ouvirás então:
a Cesar o que é de Cesar
a Deus o que é de Deus
a areia de dois mil anos caiu pela ampulheta
quando fores tocada tu te renderás
de ti as trevas desaparecerão
o porquê
aquele que manipulas-te
terá pleno desvelamento
ao fim tu alcançarás Sabedoria
e olharás os lírios do campo
que não tecem nem fiam
e verás que nem Salomão se vestiu como um deles...
Izabel Lisboa
por uma tábua de salvação que fosse
e não encontravam refúgio
restaram somente escombros
pisaram os lírios do campo
com que prazer foram pisoteados
obra de gente infeliz
cavaleiros sem cabeça e sem coração
aquela gralha maldita
ave de rapina e malfazeja
a percorrer as noites de nossos dias
a espalhar agouros persuadindo os homens
ladra funesta
abre suas asas e furta-nos a paz e a luz
atravessando em vôo rasante o breu dos tempos
deixando atrás de si carcaças e carniças
por inveja matar as almas
e com elas a esperança
eis aí tua vingança
e para isso fez alianças
enfeitiçou príncipes
usurpou seus reinos e seus corações
fez deles súditos fiéis e rancorosos
anunciadores de suas parábolas e encantamentos
e assim sua língua correu o mundo
fez discípulos nos quatro cantos da terra
elevou suas torres frondosas nos continentes
erguidas com sangue e suor dos povos
e tu alardeias que não queres vingança
almejas para ti o perdão
e para o mundo tuas lambanças
por fim tu ouvirás então:
a Cesar o que é de Cesar
a Deus o que é de Deus
a areia de dois mil anos caiu pela ampulheta
quando fores tocada tu te renderás
de ti as trevas desaparecerão
o porquê
aquele que manipulas-te
terá pleno desvelamento
ao fim tu alcançarás Sabedoria
e olharás os lírios do campo
que não tecem nem fiam
e verás que nem Salomão se vestiu como um deles...
Izabel Lisboa
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ótimo esse Café Filosófico!!!
http://video.google.com/videoplay?docid=4511918830476887167&hl=en#
Agir contra o destino - Antonio Medina Rodrigues:
***
É possível lutar contra o nosso destino? Exercemos alguma influência sobre o acaso? Tais questionamentos compõem o discurso de Antonio Medina Rodrigues, que contrapõe o conceito de "fatalidade" ao "conjunto universal de transformações". Este último seria formado pelos seguintes elementos: acaso, surpresa, imprevisão e práxis humana. Para o especialista em tragédia grega, seria um equívoco pensar que o homem nada pode fazer contra o desígnio divino. "Este foi o primeiro grito de liberdade do ocidente: a libertação pelo êxtase. Viver sem levar em conta as determinações divinas". Antonio Medina Rodrigues: professor de Língua e Literatura Grega da USP, tradutor, ensaísta e poeta. Autor de As Utopias Gregas, Idéias e Canto do Destino e Outros Cantos é também o responsável pela edição da tradução de Odisséia, de Homero, realizada por Manuel Odorico Mendes. O programa Café Filosófico é uma produção da TV Cultura em parceria com a CPFL Energia.
http://video.google.com/videoplay?docid=4511918830476887167&hl=en#
Agir contra o destino - Antonio Medina Rodrigues:
***
É possível lutar contra o nosso destino? Exercemos alguma influência sobre o acaso? Tais questionamentos compõem o discurso de Antonio Medina Rodrigues, que contrapõe o conceito de "fatalidade" ao "conjunto universal de transformações". Este último seria formado pelos seguintes elementos: acaso, surpresa, imprevisão e práxis humana. Para o especialista em tragédia grega, seria um equívoco pensar que o homem nada pode fazer contra o desígnio divino. "Este foi o primeiro grito de liberdade do ocidente: a libertação pelo êxtase. Viver sem levar em conta as determinações divinas". Antonio Medina Rodrigues: professor de Língua e Literatura Grega da USP, tradutor, ensaísta e poeta. Autor de As Utopias Gregas, Idéias e Canto do Destino e Outros Cantos é também o responsável pela edição da tradução de Odisséia, de Homero, realizada por Manuel Odorico Mendes. O programa Café Filosófico é uma produção da TV Cultura em parceria com a CPFL Energia.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
engano
cai a noite
sempre cai...
está frio
muito frio...
três da madrugada
a solidão está sentada ao pé da cama
e nem sinal do sol
vou levando
em banho-maria
eu aguento...
está tudo bem
isso é tudo
estou esperando
desesperando
aguentando
quem sabe...
- toca o telefone
é você
dizendo que foi um engano...
Izabel Lisboa
sempre cai...
está frio
muito frio...
três da madrugada
a solidão está sentada ao pé da cama
e nem sinal do sol
vou levando
em banho-maria
eu aguento...
está tudo bem
isso é tudo
estou esperando
desesperando
aguentando
quem sabe...
- toca o telefone
é você
dizendo que foi um engano...
Izabel Lisboa
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
menino... sempre menino
doce suave e sensível
assim és menino
embora homem feito
sempre serás menino
dedilhando canções do Vandré ou do Milton
declamando Veríssimo ou Vinícius
coração sempre a saltar-lhe da boca
fruto de suas preciosas raízes
seu sorriso revela-nos sua alma
como um estandarte de resistência
indigna-se diante os absurdos na vida dos homens
das desigualdades que abrem feridas no coração da história
o mundo não entende sua alma
o mundo não estende a alma grande dos homens meninos...
nunca entenderá...
Izabel Lisboa
assim és menino
embora homem feito
sempre serás menino
dedilhando canções do Vandré ou do Milton
declamando Veríssimo ou Vinícius
coração sempre a saltar-lhe da boca
fruto de suas preciosas raízes
seu sorriso revela-nos sua alma
como um estandarte de resistência
indigna-se diante os absurdos na vida dos homens
das desigualdades que abrem feridas no coração da história
o mundo não entende sua alma
o mundo não estende a alma grande dos homens meninos...
nunca entenderá...
Izabel Lisboa
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
resgate
aquele que sussurrou poesias
e despertou em mim fantasias
lançou-me à deriva
em um profundo mar
de enseadas nem sempre calmas
de turbulência e agitação
próprias de mares revoltos
castigados por grandes ondas
por nevoeiros e enormes rochedos
era esse o mar...
era esse o mar em que me fez navegar
e eu me fiz valente
juntei forças não sei de onde
[talvez estivessem sempre lá...]
desbravei esse oceano bravio
lugar do inconsciente
lúgubre e sombrio
habitação de seres e deuses
de criaturas bizarras e terríveis
lá não avistava terra alguma
só ilhas movediças
traiçoeiras
convidavam-me à morte
escapei por sorte
sobrevivi
em fabuloso resgate
[não em taboas de salvação
que isso não havia ali]
alcei vôo
nas asas companheiras da solidão
voltei ao abrigo seguro
do meu sereno coração...
Izabel Lisboa
Izabel Lisboa
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
mil anos de um dia qualquer
- pueril
o dia de ontem
- amanhã
teremos sol
- hoje
lentas e mornas
nuvens esparsas
passam
- a estimativa de vida
almentou
- a eternidade
caduca
sem pressa
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz 2011
khronos urge...
eu sei... mas
com muita disposição
as almas se insurgem
as expectativas ressurgem
e evitaremos a ferrugem!!!
Felicíssimo Ano de 2011
para todos os queridos amigos e visitantes!!!
Izabel
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