sábado, 5 de dezembro de 2015

José Pepe Mujica na Conferência da Juventude Latino-Americana sobre Muda...


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Mujica me faz sentir saudades do Movimento Estudantil politizado, nada tímido, lutando pela democratização do Brasil!!
Sim, querido Mujica, "nunca a humanidade, com tantos meios como tem hoje, viveu tanta desigualdade, tanta agressão ao meio ambiente... e tão pouca consciência a respeito dessas injustiças... Onde está a juventude de nossas Américas, particularmente a juventude universitária, que não têm a desculpa da ignorância, que não podem ou não deveriam subtrair-se da responsabilidade de lutar pela vida neste mundo...se transformam numa peça da engrenagem para mais do mesmo...e não usam suas vidas para serem úteis à vida em nosso Planeta...?!"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Há algo de muito podre no Reino da Dinamarca...

Temer recebeu PSDB, DEM e PMDB horas antes da decisão de Cunha...


http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/temer-recebeu-psdb-dem-e-pmdb-horas-antes-da-decisao-de-cunha/

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Só quero ver, quando a votação na Câmara colocar um ponto final nessa sandice de impedimento da Dilma, Temer voltar com o rabinho entre as pernas e com a cara brilhando pelo óleo de peroba...

Amor animal...

Cenas fortes...

It's snuggle time at the farm...
Posted by smoothfm 91.5 on Sexta, 25 de abril de 2014




segunda-feira, 3 de junho de 2013

tampa de panela


(imagem: "BRINCANDO" / Candido Portinare)

moleque pequeno
menino guerreiro
do cavalo de pau
seu fiel alazão
enfrenta em bravura
o temido dragão

moleque levado
não tem estribeiras
fez o capacete
co' a minha chaleira
o escudo e o brasão
co' a tampa do meu caldeirão

Izabel Lisboa

sábado, 1 de junho de 2013

vida ao ponto

fatia o verbo
rasga o tempo e a carne
pica miúdo
os ais entalados
nos porões e esconderijos d'alma
[suspiros não enchem
barriga]
a vida é para ser devorada

Izabel Lisboa

sábado, 25 de maio de 2013

estranho corpo

disforme atolado no barro das origens
torcido e retorcido pelas mãos do acaso
[ou d'um demiurgo mergulhado em gélida e infernal solidão]
cada contorno cada lasca dilacerante ferida
o golpe final/inicial o sopro um sopro
o caos a carne o sangue a dor o medo o suor o inferno...

Izabel Lisboa

sábado, 12 de maio de 2012

No dia em que a velhice tiver chegado, e eu começar a derramar comida sobre a minha camisa e esquecer-me de amarrar os meus sapatos, tenha paciência e lembra-te das horas em que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas!
Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas palavras que sabes de sobra como terminam, não me interrompas, só escute...!
Quando eras pequeno, para que dormisses tive que contar milhares de vezes a mesma história até que fechasses os olhinhos!
Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha...! Compreendas que não tenho culpa, pois já não posso controlar! Pensa quantas vezes pacientemente, troquei tuas roupas para que estivesse sempre limpinho e cheiroso!
Também não me reproves se eu não quiser tomar banho. Lembra-se dos momentos em que te persegui e os mil pretextos que inventava para te convencer a tomar banho!
Quando me vires inútil e ignorante frente às novas tecnologias que já não poderei entender, suplico-te que me dês todo tempo necessário, e que não me machuques com um sorriso de superioridade! Lembra-te de que fui eu quem te ensinou tantas coisas: comer, vestir-se e como enfrentar a vida também como tu fazes!
Se quando estivermos conversando, esquecer-me do que estamos falando, tenhas paciência e me ajude a lembrar...! Talvez a única coisa importante para mim nesse momento seja o fato de estares perto de mim, dando-me atenção, e não a conversa propriamente!
Se alguma vez eu não quiser comer, saiba insistir com carinho...! Assim como fiz muitas vezes contigo. Também compreendas que, com o tempo, não terei dentes fortes e nem agilidade para engolir!
E quando minhas pernas falharem por estarem cansadas, se eu já não conseguir mais me equilibrar... Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como fiz quando começastes a caminhar com tuas perninhas tão frágeis!
E, se por acaso, ouvir-me dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo...! Apenas entenda que isso não tem nada a ver com o teu carinho ou com o quanto te amo, compreenda que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo e que é duro admitir que já não
tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomá-lo em meus braços, como antes. Não te sintas triste ou impotente por me ver assim!
Não me olhes com cara de pena...! Trata-me com amor e dá-me somente teu coração, tua compreensão e apoio, como fiz quando começastes a viver. Isso me dará forças e muita coragem para terminar os meus dias feliz e em paz!

Autor desconhecido