sábado, 25 de setembro de 2010

É possível filosofar engessado por uma disciplina dentro da "grade" curricular do ensino médio?!

São tantos papéis, né não?! Os radicais radicalizam os ponderados ponderam, os contentes se contentam, os descontentes se descontentam, os equivocados se equivocam, os panfletários panfletam, os verborrágicos verborragizam, os filósofos... Aaaaah, os filósofos!!! Os filósofos fazem algo de especial: filosofam e, claro,
espontaneamente e heroicamente tomam cicuta!!! HuHu!!!

Se é possível filosofar engessado por uma disciplina dentro da "grade" curricular do ensino médio?!

Qual seria o sagrado "lugar" próprio, ou propício, para filosofar? A Ágora? O Jardim de Epicuro? A escola nos tempos da ditadura? A escola contemporânea? A Europa colonialista? Onde se encontra o tal paraíso
perdido???

Mas, será que Sofia se deixa aprisionar ou engessar?! E por outro lado, não seria justamente nas prisões e engessamentos que nasce o ato do filosofar? O que está nas grades curriculares seria A Filosofia "pura e cristalina" (concordo: é impossível), ou apenas um VÁLIDO pretexto para a abertura da possibilidade (ou não) de Sofia se personificar e se fazer amar?!

Não é na condição de encarcerado, preso aos grilhões no fundo da caverna, que ocorre o despertar para outras possibilidades, para o próprio ato do filosofar? Que seja como queria Platão, um libertar-se para a Luz que tudo ilumina, ou, que seja um infindável sair e entrar em cavernas, é na condição de prisioneiro que o raio do ato filosófico acontece, seja na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê!!!

Um comentário:

Araújo disse...

Filosofar e poetisar vc faz muito bem. Parabéns!!

Bj