sexta-feira, 26 de novembro de 2010

destilada


divino instinto humano
mata[dor] do tempo
devora[dor] das horas
rebuliço de bicho no cio
unhas carne suor
sangue a ferver
eros absinto
espalha[dor] de desejos indizíveis
excitante rabo de foguete...
recôncavos e meandros
de um azul tão errante
...
onde a mesquinhez do tempo?!
onde o medo da morte?!
o universo é mais vasto por aqui...
acredite...

Izabel Lisboa

7 comentários:

José María Souza Costa disse...

Talvez chegará um tempo, em que não haverá mais tempo, para se fazer tempo e nem termos tempo.Belissimo post.Avassalador o seu blog.Mas, estou aqui para lhe convidar a visitar o meu blog,muito simplório por sinal, e se possivel seguirmos juntos por eles.Estarei grato, esperando por vc, lá
Abraços de verdade, em poesias derramadas ao solo.
rsrs

LILIANE disse...

Izabel, que saudade de você.
... onde o medo da morte?
esta frase me provocou uma reflexão profunda sobre este medo que tento eliminar.
lindo lindo
reflexivo como sempre.
beijos

Yon disse...

Belo poema !!
Abraços...

Brasil Desnudo disse...

Olá, querida Izabel!!

Andei meio que sumido!

Primeiro por ter que colocar alguns parafusos que faltavam. Não sei se papai e mamãe no colossal e ardente noite de Amor que me fizeram, Euzinho!
Esqueceram de colocar todos os parafusos em seus devidos lugar...kkk
Por isso meu sumiço, acabei colocando 12 parafusos na coluna, não sei se ainda faltam algum!!!rsrs Putz, chega né?
Mas agora estou de volta, mas acuado, sitiado dentro de casa, por conta da Onda de Guerrilha aqui no Rio...
Mas o Filme, como você citou lá no Desnudo!
É apenas uma repetição, de um seriado longo, que perdura há décadas dentro do Estado do Rio, em principal, na Capital, a Cidade tão Maravilhosa!

Obrigado pela visita minha querida amiga e, um ótimo fim de semana pra Ti, com muita paz e Amor em seu coração...

Com todo carinho

Marcio RJ

Izabel Lisboa disse...

Obrigada, José Maria, Liliane, Yon e Marcio! Beijos!!!

Antonio José Rodrigues disse...

Arriscando, Izabel, a minha visão míope de crítico literário, acho que a frase "eros absinto" deixou o poema impagável. Beijos

Izabel Lisboa disse...

Antonio, essa expressão realmente resume toda a essencia do poema! Obrigada pelo carinho! Beijos!