terça-feira, 12 de abril de 2011

apetrechos e cangalhas












o dotô sabe das coisa
é letrado nos conhecimento
eu, de minha parte
aprendi a vida no lombo de um jumento
levando caçuás na canga
e sol à queimar as venta
quem sabe num era eu o bicho
que devia servir de assento
ao invés do pobre jumento?!


Izabel Lisboa

5 comentários:

Antonio José Rodrigues disse...

É o capital selvagem, Izabel,se agigantando nos ombros da classe baixa. A pirâmide malvada da mais-valia. Beijos

Graça Pereira disse...

Sorri ao ler o texto e ao olhar a imagem... Há gente que carrega cargas como se fosse um jumento!! Mudará algum dia tudo isto? Duvido!
Beijocas
Graça

Sonhadora disse...

Minha querida

Há vidas que nasceram ao contrário...e o fardo é demasiado pesado.

Deixo um beijinho

Sonhadora

Wilden Barreiro disse...

o jumento aqui carrega qualquer fardo se for bem nutrido de poesia.
pode encaixar-me as cangalhas, querida.
subirei qualquer himalaiazinho por seus versos - e rebolando no ritmo das minhas maracas!

só hoje me toquei dos preciosos adereços do seu nome: Isa-bel(a) Lis-boa!

beijos

Luiz Alfredo Nunes de Melo disse...

Isabel nome de deusa e favos de mel
nome de flor num jardim de tantos poemas
que flui do rio do teu coração
com este lindo sorriso de amor
e este versos de revolução
realmente lembra Lisboa
lembra flor lembra canção
luta pela liberdade
contra a mais-valia e exploração
lembra revolução dos cravos
lembra uma jóia enfeitando o luar.

Luiz Alfredo - poeta