sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quero você...

por Paulo Jonas de Lima Piva

Quero você perigueti. Quero você perigueti sim, o máximo de perigueti que você conseguir ser. Quero você perigueti também. Com minissaia, com microshort e decote, vestido curto apertado, com a barriga de fora e o peircing do umbigo fazendo o universo girar em torno dele. Quero você maquiada, perfumada, os cabelos selvagens, tudo em exagero. Esqueça o pudor. Quero você com aquele batom, aquele que depois de bêbada faz você deixar pistas. Essa tribal nas costas, esse beija-flor na cintura, pode deixá-los à mostra. Essa fadinha no pezinho, os dedinhos... deixe-os respirar nus, do alto de um salto. Essa tornozeleira, engatilhe-a. Ria do jeito que você quiser. Dance seu funk moralmente descansada. Desça na boquinha da garrafa soberana.  Pisque e sorria da maneira mais fatal. Seduza, mostre a língua, morda os lábios, faça charme, doce. Seja coquete, vulgar, afinal, você já leu Nietzsche e Blake em demasia, passou anos no mofo das bibliotecas, perdeu horas demais longe do espelho...

2 comentários:

Nayara Borato disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog desinformação seletiva. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs


Narroterapia:
Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.

Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

http://narroterapia.blogspot.com/

Rafael Castellar das Neves disse...

Opa!..muito bom!! ótimas referências e descrições..

[]s