sábado, 10 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
carcaça
a vastidão do imperscrutável mar
não foi causa primeira de minha destruição
minha própria entrega cega
[sobre sedutoras e traiçoeiras águas]
selou minhas corrosões
selou minhas corrosões
Izabel Lisboa
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
penúltimo suspiro
manabu mabe
anti-flatulência e diurético
expectorante e laxantee nada de expurgar
esses tais pensamentos
a finitude ali
no canto da salasedenta
olha-me
de cima a baixo
fixa o olharno meu olhar
garimpa meus medos
convida à valsa
à dança da mortefundo do poço
prisão do ventre e da alma...
Izabel Lisboa
sábado, 28 de janeiro de 2012
viver de vento
viver de vento e poesia dá nisso:
diuturno espanto
inventividades
conceitoalizações
paixões e inquietações...
diuturno espanto
inventividades
conceitoalizações
paixões e inquietações...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
ordinariamente
os
sentidos
nos enganam
os amores
nos tutelam
os prazeres
nos aplacam
as leis
nos reprimem
os sinais
nos alertam
os cálculos
nos ajustam
os olhos
nos delatam
as máscaras
nos ocultam
já que...
os sentidos
nos enganam
nos enganam
e nos enganam...
nos enganam
os amores
nos tutelam
os prazeres
nos aplacam
as leis
nos reprimem
os sinais
nos alertam
os cálculos
nos ajustam
os olhos
nos delatam
as máscaras
nos ocultam
já que...
os sentidos
nos enganam
nos enganam
e nos enganam...
Izabel
Lisboa
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
extravios
à
distância
é que se enxerga melhor
o todo
ah...o todo
[carrego no corpo os fragmentos dele]
- tentaram me vendê-lo
no Natal
no débito automático
no crédito...
uma pechincha
entrega em domicílio
[extraviou-se o pacote]
é que se enxerga melhor
o todo
ah...o todo
[carrego no corpo os fragmentos dele]
- tentaram me vendê-lo
no Natal
no débito automático
no crédito...
uma pechincha
entrega em domicílio
[extraviou-se o pacote]
Izabel
Lisboa
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Sobre Movimentos e Estudantes
É uma pena que
estejamos assistindo em nossos dias a falência do Movimento Estudantil,
historicamente tão presente, politizado e atuante nas lutas pela conquista da
Democracia desse País. Hoje o Movimento Estudantil se mostra esquálido e
desprovido de sua força propulsora, ou seja, o engajamento da GRANDE MASSA
estudantil nos movimentos e lutas organizadas. Ou será que se nessas últimas
manifestações acontecidas em Vitória, uma grande massa de estudantes fossem as
ruas (e não um ínfimo número) organizadamente, com pauta de reivindicações,
etc, será que não seriam ouvidos, recebidos pelos governantes e até mesmo
conseguiriam ser atendidos em parte ou na totalidade de suas reivindicações?!
É bom que se tenha claro que, onde há movimentos sociais, especialmente com protestos públicos, lá estarão os representantes de partidos políticos tentando tirar proveitos eleitoreiros da situação. É assim hoje e foi assim sempre; ou seja, não é a rapinagem partidária a grande questão nessa situação específica.
A grande
questão é que o Movimento Estudantil, hoje, praticamente inexiste; isso porque
a mentalidade dos estudantes universitários está voltada para o empreendedorismo (praga
capitalista), onde o individualismo
e a competitividade imperam e a dimensão do comunitário, do coletivo, que
sempre permeou esses movimentos, perdeu espaço e valor diante do individualismo
que é marca desses nossos tempos. Na mentalidade de hoje a "culpa"
não é mais do "governo", um ser abstrato que precisa ser vencido e
dominado (dimenção utópica, porém que possui grande força no movimento reivindicatórios
das grandes massas populacionais), a culpa é do indivíduo que não tem
"competência" para alcançar um lugar ao sol no almejado mercado de
trabalho - que abriga a todos que tenham um arrojado espírito empreendedor. Hoje os
estudantes não se sentem mais navegando num mesmo barco, mas cada um navega em seu próprio
barquinho individual! Sinal de que a ideologia neoliberal teve, e continua a ter, êxito na formação da subjetividade,
fazendo da comunidade dos estudantes universitários mais um rebanho "de leite e
corte"...exército de reserva...massa de manobra...alvo
certeiro para que os governantes consigam desautorizá-los diante da opinião
pública e desmoralizá-los taxando-os como "um pequeno grupo de
baderneiros". Ou seja, a mobilização da grande massa populacional é
fundamental; e a história nos mostra que às vezes é necessário o surgimento de
um mártir para que ela aconteça o movimento cresça e se firme como vitorioso!
Izabel Lisboa
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